segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Veduca – Imensos cursos online de Universidades de renome


veduca


Quando se fala muito na questão das Universidades abrirem as suas portas para a Web e de já de se começar a ver cada vez mais universidades a fazê-lo, o Veduca, um site brasileiro, muito recente, começou a divulgar imensos cursos de algumas universidades porque acredita “que o conhecimento deve ser distribuído gratuitamente a qualquer pessoa que se disponha a aprender!

Veduca contempla cursos nas áreas de :
  • Administração e negócios;
  • Artes e Arquitectura;
  • Astronomia;
  • Biologia;
  • Ciências da Computação;
  • Comunicação e Jornalismo;
  • Direito;
  • Economia;
  • Engenharia;
  • Filosofia e Religião;
  • Física;
  • Geografia e Estudos Culturais;
  • História;
  • Literatura, Línguas e Linguística;
  • Matemática e Estatística;
  • Medicina e Ciências da Saúde;
  • Meio Ambiente e Ciências Da Terra;
  • Política;
  • Psicologia;
  • Química;
e contempla cursos das Universidades de:
  • Califórnia – Berkeley
  • Columbia
  • Harvard
  • Michigan
  • MIT
  • Nova York
  • Princeton
  • Stanford
  • UCLA- Califórnia – Los Angeles
  • UNSW – Universidade de Nova Gales do Sul
  • YALE
  • Universidade de São Paulo
  • e ainda da Fundação TED
Qualquer profissional independentemente da área de actuação “deve” passar por este site. São imensos os cursos que estão na plataforma e que cresce todos os dias. Muitos dos cursos encontram-se já devidamente legendados em português do Brasil, e são cada vez mais os cursos com legendas, já que a comunidade que faz a tradução cresce imenso.
Os cursos, no fundo são disciplinas e estão divididos em aulas. Actualmente oVeduca contém mais de 200 cursos, prefiro disciplinas, já que se enquadram mais na nossa nomenclatura, pois pode-se assistir a uma disciplina de “Introdução às Ciências de Computação” constituído por 20 aulas da Universidade de Harvard ou “Anatomia Dentária” em 30 aulas da Universidade de Michigan ou ainda a “Princípios da Ciência Química” em 36 aulas do MIT. Enfim, uma panóplia imensa de disciplinas que de certeza irão de encontro a muitos profissionais.
Não deixem de passar pelo site e percorrer alguns dos cursos, certamente haverá matéria para explorarem. Eu fiquei fã!

domingo, 26 de agosto de 2012

E-Book: Ética nas pesquisas em ciências humanas e sociais na saúde



Falando sobre o tema ética na pesquisa, você pode aprofundar seus conhecimentos com o livro Ética nas pequisas em ciências humanas e sociais na saúde, publicado em 2008, que está disponível on-line. O livro foi organizado por Iara Coelho Zito Guerriero, Maria Luisa Sandoval Schmidt e Fabio Zicker,  contemplando um conjunto de artigos de vários especialistas que discutem diferentes dimensões da questão.
+  Veja as recomendações do CNPq quanto à Ética e Integridade na Pesquisa, e o código da Fapesp sobre Boas Práticas Científicas.
Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2012/07/e-book-etica-nas-pesquisas-em-ciencias.html

IV Encontro Brasileiro de Educomunicação



terça-feira, 14 de agosto de 2012

Comunicação e Análise do Discurso - livro



No próximo dia 21 de agosto ocorrerá o coquetel de lançamento do livro Comunicação e Análise do Discurso, a partir das 18h30, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915. Tel. 3814-5811).

Organizado por Roseli Fígaro (professora da ECA/USP e coordenadora do Grupo de Pesquisa Comunicação e Trabalho) e publicado pela Editora Contexto, o livro traz contribuições de Helena Nagamine Brandão, José Luiz Fiorin, Beth Brait, Maria Cecília Souza-e-Silva e Maria Aparecida Baccega. O prefácio é do professor Adilson Citelli, da ECA/USP.

Na introdução, Fígaro afirma que este livro trata da linguagem verbal como discurso na comunicação. “Os temas e os autores nele presentes esclarecem questões que ponderamos pertinentes e urgentes para a formação de profissionais de nível superior nas áreas de humanidades e ciências sociais aplicadas, sobretudo, de comunicadores. Ele recobre um espectro dos estudos da Comunicação ao discutir conceitos e aplicá-los a diferentes tipos de textos. De forma direta, simples e com exemplos, expõe as bases e os fundamentos da Análise do Discurso, oferecendo referenciais úteis à produção e à recepção de enunciados verbais e visuais”, conclui.

O livro é também resultado de uma série de palestras do Ciclo de Estudos Comunicação, Análise do Discurso e Atividade Linguageira, realizado entre abril e agosto de 2010 na ECA/USP e promovido pelo GCT em parceria o Programa de Mestrado em Comunicação e Práticas de Consumo da ESPM.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2012/08/comunicacao-e-analise-do-discurso.html

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Concurso cultural - A construção do pensamento e da linguagem


A construção do pensamento e da linguagem, de Vygotsky. Foto: Divulgação
A construção do pensamento e da linguagem, de Vygotsky
Responda a pergunta: "Qual a importância da linguagem para o ser humano?". O texto pode conter, no máximo, 300 caracteres. os autores das 06 (seis) frases mais criativas vão receber um exemplar do livro A construção do Pensamento e da Linguagem, de Lev Vygotsky (Ed. Martins Fontes).
As respostas podem ser enviadas de 30 de julho a 30 de agosto de 2012 e o resultado do concurso será divulgado no dia 6 de setembro. Participe!
Confira o regulamento e use a sua criatividade.

Regulamento
1. CONCURSO. Este é um concurso de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorteio ou pagamento, nem vinculado à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço, aberto a todos os interessados, maiores de 18 (dezoito) anos de idade, nos termos da Lei 5.768/71 e do Decreto n° 70.951/72, nas condições abaixo descritas.
2. ORGANIZADORA. Este CONCURSO é organizado pela FUNDAÇÃO VICTOR CIVITA, fundação privada inscrita perante o C.N.P.J.M.F. sob o nº 54.956.206/0001-19, com sede na Avenida das Nações Unidas, nº 7.221, 6º andar, Setor B, Pinheiros, na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo.
3. PRAZO, ÁREA DE EXECUÇÃO E PARTICIPAÇÃO.  Este CONCURSO terá início em 30 de julho de 2012 e término em 30 de agosto de 2012, sendo que os resultados serão divulgados em6 de setembro.
3.1 Para efeitos de participação neste CONCURSO, será considerado período de inscrição aquele compreendido entre os dias 30 de julho e 30 de agosto de 2012, respeitando-se o limite de horário até as 23 (vinte e três) horas e 59 (cinquenta e nove) minutos (Horário de Brasília).
3.2 Área de Execução: Considerar-se-á o território nacional como a área de execução designada para a promoção e divulgação deste CONCURSO, de modo que poderão deste participar as pessoas físicas, de idade igual ou maior a 18 (dezoito) anos que sejam residentes e domiciliadas em território nacional.
3.3  Caso o participante ganhador seja menor, este será desclassificado e escolhido o participante subsequente de acordo com a avaliação e julgamento da Comissão Julgadora.
3.4  É vedada a participação de funcionários(as), colaboradores(as), sócios/acionistas da ORGANIZADORA e de suas empresas coligadas, bem como de seus respectivos parentes até 2º grau e cônjuges e quaisquer pessoas envolvidas diretamente na execução do CONCURSO.
4. MECÂNICA DO CONCURSO. Para participar, basta que o interessado acesse o sitehttp://revistaescola.abril.com.br/avulsas/concurso_254.shtml e efetue cadastro, ambos, com os seguintes dados: nome completo, RG, telefone de contato e endereço, necessários e suficientes à identificação daquela, conforme estabelece o parágrafo único do artigo 12 da Portaria MF 41/2008, demonstrando interesse na participação deste CONCURSO, e responder elaborando resposta/frase com no máximo 300 (trezentos) caracteres acerca do seguinte tema: CQual a importância da linguagem para o ser humano?. Antes, as participantes deverão ler este Regulamento, disponível no website http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/concurso_254.shtml e aceitar as condições do CONCURSO, declarando e garantindo possuir capacidade jurídica para tanto, bem como de que todas as informações prestadas em razão de sua participação são verdadeiras.
4.1  Os interessados poderão se inscrever no presente Concurso quantas vezes quiser, mediante o preenchimento de todas as condições de participação estabelecidas neste Regulamento, sendo a participação pessoal e intransferível. A ORGANIZADORA desqualificará aquele que se utilizar de quaisquer métodos ilícitos ou contrários aos previstos neste Regulamento ou manipular o resultado do Concurso.
4.2  As respostas/frases poderão ser enviadas até as 23h59m (horário de Brasília) do dia 30 de agosto de 2012. Não serão aceitas respostas/frases enviadas após esta data.
4.3  É de inteira responsabilidade do participante o conteúdo das frases/respostas e dados cadastrais enviados, devendo respeitar-se a coerência, lógica, bem como o uso correto da língua portuguesa.
4.4  Não poderão ser utilizadas, sob pena de desclassificação, respostas/frases: (i) indecorosas, (ii) preconceituosas, (iii) desrespeitosas, (iv) discriminatórias, (v) injuriosas, (vi) caluniosas, (vii) difamatórias e/ou que de qualquer forma atentem contra a dignidade, a imagem, a reputação, a honra, a moral, a integralidade ou qualquer outro direito de qualquer pessoa, independentemente de sua nacionalidade, etnia ou religião, (viii) bem como frases que contenham dados (mensagens, informação, imagens) subliminares, (ix) contenham dados ou informações que constituem ou possam constituir crime (ou contravenção penal) ou que possam ser entendidas como incitação à prática de crimes (ou contravenção penal); (x) ofendam à liberdade de crença e às religiões, (xi) violem qualquer lei ou sejam inapropriadas, (xii) atentem contra a ordem pública, os bons costumes e/ou qualquer norma jurídica, (xiii) façam propaganda eleitoral ou divulguem opinião favorável ou contra partido ou candidato e (xiv) violem direitos de Propriedade Intelectual, em especial direitos autorais e marcários e de personalidade.
4.5  Serão igualmente desclassificadas as respostas/frases que fizerem menção ao nome da ORGANIZADORA ou ao de qualquer produto/revista a ela vinculado, bem como aquelas que contiverem conteúdo a ela elogioso ou aos produtos a ela vinculados.
4.6  Os participantes declaram, desde já, serem de sua autoria as respostas/frases encaminhadas e cedem e transferem para a ORGANIZADORA, sem quaisquer ônus para esta e em caráter definitivo, plena e totalmente, todos os direitos autorais sobre as mesmas, para qualquer tipo de utilização, publicação, reprodução por qualquer meio ou técnica, e na divulgação do resultado.
4.7  A ORGANIZADORA não se responsabiliza pelo não recebimento das frases/respostas e dados necessários à participação no referido CONCURSO enviados pelos participantes, pelo não recebimento e/ou atraso no recebimento das correspondências enviadas através de serviço de correios e telégrafos, bem como por impossibilidade dos participantes enviarem suas frases/textos e dados cadastrais, em razão de falhas ou erros de envio ocasionados por problemas no provedor de internet utilizado pela participante ou no próprio website deste CONCURSO.
5. SELEÇÃO E NOTIFICAÇÃO DO GANHADOR. Serão escolhidas 06 (seis) respostas/frases, dentre as validadas pelos moderadores, cujo autor será vencedor, por comissão julgadora composta de no mínimo 03 (três) jurados indicados pela ORGANIZADORA, que levará em conta os seguintes critérios: criatividade, originalidade, ineditismo e adequação ao tema e ao presente Regulamento, sendo suas decisões soberanas e irrecorríveis.
5.1  Caso sejam verificadas respostas/frases idênticas, será considerado ganhador aquele que primeiro tiver enviado a resposta/frase escolhida pela Comissão julgadora, considerando-se o horário de recebimento das resposta/frases pela ORGANIZADORA.
5.2  O resultado deste CONCURSO será divulgado a partir das 19h00m (dezenove) (horário de Brasília), no dia 6 de setembro de 2012 no site http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/concurso_254.shtml, bem como o ganhador poderá ser informado através do e-mail e/ou telefones cadastrados.
6. DA PREMIAÇÃO E ENTREGA DO PRÊMIO. Os autores das melhores respostas/frases receberão como prêmio: 01 (um) exemplar do livro A construção do Pensamento e da Linguagem, de Lev Vygotsky (Editora Martins Fontes).
6.1  O ganhador receberá o prêmio no endereço informado quando do cadastro para participação deste CONCURSO, livre e desembaraçados de quaisquer ônus, no prazo de até 30 (trinta) dias, contados da data de divulgação dos resultados.
6.2 Em nenhuma hipótese, O VENCEDOR PODERÁ receber o valor do prêmio em dinheiro, sendo o mesmo pessoal e intransferível.
6.3  O ganhador, ao receber o prêmio deste CONCURSO, concorda em assinar termo de recebimento, fornecendo cópia do documento de identificação (RG) e aceitá-lo sem direito a futuras reivindicações à ORGANIZADORA, bem como também concorda em isentar o mesmo e/ou qualquer empresa envolvida no CONCURSO, suas companhias coligadas, subsidiárias e afiliadas, inclusive seus respectivos funcionários, representantes, prestadores de serviços e agentes ou qualquer outra pessoa ou organização envolvida diretamente ou indiretamente a este CONCURSO de toda e qualquer demanda ou ação legal consequente de sua participação no CONCURSO ou recebimento e utilização de qualquer prêmio, com exceção daquelas relativas ao cumprimento, bom andamento e desfecho do CONCURSO.
7. DISPOSIÇÕES GERAIS. A autenticidade das respostas/frases enviadas pelos participantes, serão avaliadas por moderadores, sendo desclassificadas as respostas/frases que infringirem quaisquer das condições estabelecidas neste Regulamento.
7.1  Caso a avaliação a que se refere o item anterior, após a definição do contemplado, ateste que ele infringira alguma das condições estabelecidas neste Regulamento ou declarara alguma informação inverídica, este participante será desclassificado e será declarado vencedor aquele que estiver classificado na posição imediatamente seguinte.
7.2  Em caso de fraude ou tentativa de fraude comprovada, o participante será automaticamente excluído do CONCURSO, independentemente do envio de qualquer notificação e, caso seja o ganhador, o prêmio será transferido para o próximo participante classificado dentro das condições válidas e previstas neste Regulamento. Para efeito dessa cláusula, considera-se fraude a participação através do cadastramento de informações incorretas ou falsas, a participação de funcionários, terceiros, parentes até segundo grau de funcionários e terceiros, promotores, agentes, afiliados ou outros que possuam relação profissional direta ou indireta com a ORGANIZADORA.
7.3  A ORGANIZADORA poderá editar as frases/textos conforme for mais conveniente, respeitando sempre os direitos morais de seus autores.
7.4  Ao participar deste CONCURSO, nos termos deste Regulamento, os participantes estarão automaticamente cedendo o direito de uso de sua imagem e voz pelo prazo de 12 (doze) meses, bem como os direitos de expor, publicar, reproduzir, armazenar e/ou de qualquer outra forma delas se utilizarem, o que os participantes fazem de modo expresso e em caráter irrevogável e irretratável, desde já e de pleno direito, em caráter gratuito e sem qualquer remuneração, ônus ou encargo, podendo referidos direitos serem exercidos por meio de cartazes, filmes e/ou spots, jingles e/ou vinhetas, bem como em qualquer tipo de mídia e/ou peças promocionais, inclusive em televisão, rádio, jornal, cartazes, faixas, outdoors, mala-direta e na Internet, para a ampla divulgação deste Regulamento e/ou de seu desenvolvimento posterior, com exclusividade.
7.6  As autorizações descritas acima não implicam em qualquer obrigação de divulgação ou de pagamento de qualquer quantia por parte da ORGANIZADORA.
7.7  Os participantes serão exclusivamente responsáveis por qualquer eventual questionamento decorrente de direitos autorais relativos ao uso de expressões, textos, fragmentos de texto, entre outras reproduções e/ou utilizações indevidas das obras, mesmo que parcialmente, respondendo cível e criminalmente pelos ilícitos que vierem a cometer no âmbito da propriedade intelectual.
7.8  Os casos omissos e/ou eventuais controvérsias oriundas da participação neste CONCURSO serão submetidos à comissão julgadora para avaliação, sendo as suas decisões soberanas e irrecorríveis.
7.9  A simples participação neste CONCURSO, através do envio de respostas/frases e dados cadastrais, implica no conhecimento e total aceitação deste Regulamento.    
7.10   O participante cuja conduta implicar na manipulação dolosa da operação do CONCURSO ou que violar os termos e condições impostos neste Regulamento, estará automaticamente desqualificado e/ou desclassificado.
7.11   Se por qualquer motivo, alheio à vontade e controle da ORGANIZADORA, não for possível conduzir este CONCURSO conforme o planejado, poderá a ORGANIZADORA finalizá-lo antecipadamente, mediante aviso aos participantes. Caso o CONCURSO tenha seu término antecipado, a ORGANIZADORA deverá avisar ao público e às participantes através dos mesmos meios utilizados para sua divulgação, explicando as razões que a levaram a tal decisão.
7.12   Dúvidas e informações sobre este CONCURSO poderão ser esclarecidas por meio do e-mail:novaescola@atleitor.com.br.  Este CONCURSO, assim como seu regulamento, poderá ser alterado, a critério da ORGANIZADORA, mediante aviso no websitehttp://revistaescola.abril.com.br/avulsas/concurso_254.shtml.
7.13   Fica desde já eleito o Foro da Comarca da Capital do Estado de domicílio do participante para dirimir quaisquer questões oriundas deste CONCURSO.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/concurso_254.shtml

domingo, 12 de agosto de 2012

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA NA FORMAÇÃO SOCIAL DO INDIVÍDUO

Por Danielle Santos de Brito.


Iremos expor qual a importância da leitura na formação social de um indivíduo, e ressaltar que é por meio da leitura que podemos formar cidadãos críticos, uma condição indispensável para o exercício da cidadania, na medida em que torna o indivíduo capaz de compreender o significado das inúmeras vozes que se manifestam no debate social e de pronunciar-se com sua própria voz, tomando consciência de todos os seus direitos e sabendo lutar por eles. Ao lermos um texto estabelecemos um diálogo entre tudo o que sabemos e aquilo que o texto nos traz de novo, atribuindo significado ao que lemos, utilizando assim apropriadamente os recursos argumentativos para sustentarmos nossos pontos de vista. Ler não é adivinhar e nem decifrar os significados.  Ler é reformular esses significados tantas vezes quantas forem necessárias a partir do encontro entre novas idéias e opiniões, daí decorre a conclusão de que é nos textos e pelos textos que podemos adquirir a competência de operar criativamente, um tipo de saber cada vez mais singular na contemporaneidade, ressaltando que é na Literatura, o homem por meio da palavra e de sua capacidade criadora, recorta parte da realidade, cria o texto por meio do qual manifesta seu discurso, que está presente na obra de arte, portanto a Literatura é arte, e como tal é manifestação da alma e inteligência humana.


O MUNDO DA LEITURA

A leitura é um conhecimento construído de experiências únicas? Um desejo de viver? Na verdade, a leitura está relacionada não só a estes questionamentos, mas a inúmeros outros. O ato de ler é representado por meio da escrita, do som, da arte, dos cheiros. Cada leitor possui uma experiência própria, cotidiana e pessoal, tornando a leitura única, incapaz de se repetir, e este é o seu grande encanto. Através deste recurso fabuloso, conseguimos o total domínio da palavra, traçando idéias e conhecimentos, sendo possível entender o mundo que nos cerca, nos transformamos e, ao nos transformar, abrimos nossas mentes para o desconhecido, passando assim a construir um mundo melhor para cada um de nós. 
Por meio da leitura resgatamos nossas lembranças mais especiais, que fazem parte da nossa cultura. Essa cultura que nos foi dada tem como finalidade a formação de  cidadãos críticos e conscientes de seus atos, porém essa cultura se dilui e se perde diariamente, e é este saber, esta cultura que precisa ser recuperada.
Podemos ressaltar que a leitura não se constitui em um ato solitário, nem em atividades individuais,  o leitor é sempre parte de um grupo social, certamente carregará para esse grupo elementos de sua leitura, do mesmo modo que a leitura trará vivências oriundas do social, de sua experiência prévia e individual do mundo e da vida. 
Ao ler um texto ou um livro, interagimos não propriamente com o texto, mas com os leitores virtuais, que são constituídos no próprio ato da escrita. O autor os cria em seus textos e o leitor real, lê o texto e dele se apropria. O texto passa assim a exercer uma mediação entre sujeitos, tendo a influência de estabelecer relações entre os leitores reais ou virtuais. O conceito de leitura na maior parte das vezes está relacionado com a decifração dos códigos lingüísticos e sua aprendizagem. No entanto, não podemos deixar de levar em consideração o processo de formação social deste indivíduo, suas capacidades, sua cultura política e social.

Quais as barreiras que encontramos ao ler?

A maior parte das pessoas hoje não tem por hábito a leitura diária de um jornal, uma revista, como fim de manter-se atualizado e integrado com as diversas notícias que surgem a cada instante. Tais pessoas mantêm suas vidas restritas  apenas  a comunicação oral e dificilmente ampliam seus horizontes.  Por terem opiniões parecidas com as suas, como uma conversa informal entre amigos, forma-se um grande círculo vicioso, onde  as informações ficam restritas, não havendo uma opinião focada crítica e concreta, somente dados expostos de formas simples e sem julgamentos.
Segundo Scarpa, “é nos livros que temos a chance de entrar em contato com o desconhecido”. É primordial em meio à globalização incentivar  a formação dos leitores, garantindo assim uma convivência pacífica com as diversidades que nos cerca. Quando lemos um bom livro e nos deixamos ser transportados para uma realidade paralela, onde à medida que cada página é virada, o leitor é submetido a universo único, repleto de descobertas, encantamento e diversão. Não nos limitamos a um só tipo de leitor, ou o que cada leitor está lendo e sim o prazer que ele mantém ao ler tal livro ou tal poesia. 
O papel da escola é fundamental nesse processo, e o professor é seu o maior mediador. Nem sempre ele se disponibiliza, além de não dispor, às vezes, de recursos adequados para realizar tais atividades, ou simplesmente não sabem como implementá-las. Em um país que ainda sofre com a deficiência no ensino público e com o alto índice de analfabetismo funcional, todas as tentativas que incentivem e transformem nossos brasileiros em leitores são extremamente bem-vindas. 
Uma das maiores dificuldades encontradas pelos adolescentes está na forma de ler. O livro oferece uma mensagem elaborada a ser decifrada e compreendida, porém para obter este saber é necessário decifrar os signos escritos e compreendê-los. Acontece que maioria dos casos os alunos somente passam os olhos‟ sobre o texto e não compreendem o que está sendo proposto pelo autor.
Muitos estudantes lêem sem compreender, decifram o texto sem compreender o que o texto realmente traz de informatividade. É importante salientar que, para um leitor capacitado, a principal proposta da leitura é compreender qual é a mensagem, com o objetivo de buscar analisar todos os pontos abordados pelo autor de uma forma coerente e ágil. Já para um leitor inexperiente, como por exemplo, uma criança, quando aprende a ler, cuja principal tarefa é decifra as letras, sua leitura será, provavelmente, mais lenta, antes da compreensão da mensagem, ela deverá discriminar e identificar as letras, combinando-as entre si, reconhecer o seu significado, relacioná-las e por fim compreender a mensagem daquele texto. Podemos estimular estas crianças, fazendo uma leitura em voz alta dos textos trabalhados, mostrando a elas modelos de leitura, pois o professor é o modelo de leitor.  Desta forma elas podem se orientar melhor, inclusive guiando-se com o dedo, e aos poucos as frases serão entendidas. Logicamente, devemos relacionar a leitura com bons hábitos, o estímulo deve começar cedo, pois são importantes para o desenvolvimento de relações produtivas como o saber garantindo assim um melhor aprendizado.
O fracasso na leitura pode ocasionar diversos problemas na vida social e escolar do indivíduo, e neste contexto, de modo geral, a leitura ainda é entendida como uma simples compreensão do sentido literal das palavras, ou seja, do sentido contido no dicionário e atribuído aos signos do texto. E como toda palavra é referência lingüística ao mundo, o educador acaba se contentando com a leitura da mensagem literal do texto e com os efeitos empíricos desta mensagem, podendo gerar como conseqüência o mau rendimento escolar. Mesmo na vida social, a criança ou   adolescente não possuirá um senso crítico, não compreenderá o mundo em que vive, será o que se entende por analfabeto funcional. Ler, de fato, não é tarefa simples, pois exige do leitor o trabalho sensível e inteligente de desconstrução do texto, ou seja, de reconhecimento do jogo complexo dos signos, tornando aquilo que parece trivial aos olhos de um leitor pouco crítico num modo simbólico e profundo de revelação particular da realidade humana. No entanto, o leitor ideal existe; e este não pode restringir o ato da leitura ao movimento único de decifração lingüística da mensagem do texto, mas deve completar este movimento receptivo pelo reconhecimento do uso social e ideológico dos signos, ativado pelo autor, na construção desta mensagem. Assim, autor e leitor, sujeitos históricos inseridos num determinado contexto, momento e espaço sociais, são elementos igualmente determinantes dos efeitos de sentido de um texto. Em outros termos, relacionar os signos de um texto com os sujeitos interlocutores implica competência intelectual do leitor para ler não só o conteúdo literal da mensagem, mas, sobretudo para descobrir as estratégias e mecanismos sociais de construção do sentido final da mensagem. Diversos fatores nos levam a concluir que vários sujeitos possuem hábitos inadequados de leitura.

O que a literatura pode resgatar e nos ensinar?

A leitura por si só nos traz um universo todo especial, e é por este tato que tentamos reconhecer o mundo que nos cerca e a nossa própria essência dentro de um simples texto. A experiência da leitura é a nossa aventura, a história romântica que vivemos pelo simples ato de abrir um livro, algo do encanto da descoberta da infância permanece em cada livro, em cada troca de página. Para muitos a leitura é sinal de felicidade. Quanto há de lúdico em uma breve leitura? Basta observar os desacertos das crianças no emprego correto das palavras. Quando a criança, ao começar a ler, ela seleciona cada palavra, cada som, e brinca com eles, ela se arrisca reordenando as frases e os sons de acordo com sua realidade, conforme o seu desejo. A experiência da leitura tem um poder estranho, uma energia única que cerca cada leitor, acende a imaginação, despertando em cada um a capacidade de imaginar o como seria e o que poderia ser. Dentre muitos poetas e pensadores, podemos nos reportar ao primeiro autor que referiu-se à  leitura como sinônimo de alegria e felicidade.
No século XVI, Miguel de Montaigne mostra seus estudos e se torna um dos precursores dos estudos do mundo da leitura, o homem como leitor. Suas idéias notáveis são bem ilustradas em seus famosos livros e em seus ensaios, que colocaram o homem na tela do juízo, fazendo da compreensão pela leitura o principal foco de conhecimento. Montaigne influenciou diretamente grandes pensadores como Nietzsche, Freud e até Marx. Todos eles nos ajudam até hoje a montar e a figura do homem no século XX.  Marx desvenda a face do interesse, o homem e a sua base material e social, Freud apresentou o homem e o seu inconsciente, sua personalidade. Mas é através de Nietzsche, que somaremos as questões dos valores em primeiro plano.
Nas diversas discussões sobre leitura, também podemos citar Gautier e Proust, que concordaram totalmente com as idéias de Montaigne: eles nos mostraram que a leitura é algo necessário, porém com limites. Segundo Proust, a leitura é capaz de nos dar algo que acende o desejo, mas não pode preenchê-lo. Ao acender este desejo, ela desperta a vida do espírito, mas não pode substituí-la. A leitura é algo que nos leva limitar a vida e o espírito, mas não a constitui. Quem deve constituir a vida é o leitor, o mesmo deve de algum modo descobrir por si só o seu universo. Ir além das palavras e da imaginação, compreender o que realmente o autor quer transmitir com suas palavras, pois texto se apresenta como uma operação cuidadosamente planejada, executada pelo autor, para provocar, no leitor, potenciais reações. 

A tarefa prazerosa de um leitor, não  pode sustentar-se no simples reconhecimento da história lida ou contada, mas deve expandir-se e concentrar-se na apreensão da complexidade e sedução da leitura, que aguarda o leitor, como um observador capaz de dividir com o autor um nível profundo de comunicação intelectual, filosófica e emocional, em que a cada "lambida de dedo" para virar uma página se constitua num espetáculo de descobertas e emoções.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Reflexão sobre a linguagem


Por: Mirta Castedo 

Para que serve a reflexão sobre a linguagem na escola? Qual é o propósito de incorporar a reflexão sobre a linguagem no currículo da Educação Básica?
Porque, por meio da escola, esperamos que todos possam explicar a linguagem e seus efeitos, que esta possibilidade não fique restrita às experiências pessoais, que a escola siga cuidando, também disso, para oferecer a todos as mesmas oportunidades.
Qualquer leitor de jornal percebe que nem todos são escritos da mesma forma. Sabe-se que um jornal não é escrito do mesmo modo que o outro, que "um causa riso e outro não"; que um faz uso da ironia e apela a um conhecimento ideológico implicitamente compartilhado entre o jornalista e o leitor e o outro não. Todos sabemos como se consegue esse efeito de ‘posição assumida’ em um e de ‘senso de objetividade’ em outro? Todos nos damos conta do recurso que provoca o efeito? Certamente não. Percebemos alguma diferença, mas o grau de consciência sobre a diferença é distinto, em grande parte, porque alguns aprenderam a identificar os recursos de linguagem que estão em jogo nesta e em outras situações.

Isso significa compreender profundamente as dimensões sociais, linguísticas e cognitivas das práticas de linguagem e não somente exercê-las sem maior consciência.
É função da escola fazer com que todos compreendam a complexidade da cultura escrita, o que inclui não somente compreender o mundo, mas também como a linguagem se refere a ele e como o que é dito se modifica de acordo com as infinitas combinações que a linguagem permite.
A ação educativa é limitada pelas possibilidades de assimilação dos sujeitos, uma vez que é uma das mais importantes mediações sociais para a maioria da população: a intervenção deliberada do adulto promove uma micro-história de experiências formativas particulares que incidem nos estados de assimilação do sujeito. Para a maioria, a reflexão proposta pela escola será decisiva porque será a única feita de forma sistemática.

As possibilidades de uso da linguagem são aprendidas. Em grande parte, como muito do que sabemos neste campo, são aprendidas enquanto a linguagem é posta em ação na interação com outros praticantes da língua. E em grande parte se aprende porque alguém lhe ajuda a perceber as possibilidades e a usá-las melhor. E é com este intuito, de ensinar a perceber e a usar cada vez melhor, que está a ação escolar. Paralelamente a isso, uma consequência inevitável, embora desejável, é que à medida que se aprende a usar conscientemente, também se aprende sobre o próprio objeto, a linguagem, sobre seus elementos e suas relações.

Além de "saber fazer" é necessário saber "o porquê" e saber "como fazer". Isto é, saber algo que antes não sabia. "A tomada de consciência é um processo de conceituação que reconstrói e ultrapassa o plano da semiotização e da representação que havia sido adquirida no plano dos esquemas de ação. Não se trata de uma mera transposição da ação para a representação, mas de uma reconstrução que, através da ação reflexiva, dê lugar a coordenações conceituais que englobam e ultrapassam de vez os objetos concretos e os esquemas especícicos a eles relacionados."
Por isso, ensinar a refletir sobre a linguagem é algo mais que somente oferecer oportunidades para usá-la.

Como trabalhar essas noções no contexto escolar

Há vários momentos diferentes a considerar. Resumidamente, temos:
- É preciso garantir uma prática de escrita genuína, na qual se construa a reflexão, mas sem desvincular a reflexão da produção.
- Sempre que for pertinente, deve-se vincular o conhecimento gramatical com outras dimensões da reflexão, por exemplo, com os efeitos enunciativos ou pragmáticos, ou quando vinculamos a morfologia das palavras com a ortografia.
- Desenhar situações em que os alunos possam realmente compreender os objetos de aprendizagem, em vez de repetir e memorizar. Ou seja, situações em que tenhamos certeza de qual é a atividade cognitiva que estamos propondo ao aluno. Por exemplo, consideremos problemas de verbos como os modais e os não modais; ou de tempos verbais simples e compostos; ou os problemas morfológicos relativos a famílias de palavras, derivações e flexões, muito importantes tanto para o próprio conhecimento como por sua utilidade para construir conhecimento ortográfico; ou ainda problemas de pontuação da escrita.

Três estratégias para trabalhar a análise linguística
Para favorecer a compreensão por parte das crianças (em vez de transitar simplesmente pela explicação do professor, como, por exemplo, nos exercícios de reconhecimento e de reprodução do mesmo tipo de exemplo), pensamos em três tipos de situações:

1) As situações que se desenvolvem durante o processo de produção, com o propósito de resolver problemas da produção, ou seja, em situações contextulizadas no processo.
Por exemplo, quando a professora dita, quando se escreve em duplas ou quando se relê para revisar o que foi produzido. Tendo em conta que não é a prática em si mesma que gera reflexão em todos os casos, o docente tem de intervir ativamente para que esta reflexão ocorra, por exemplo:
- selecionando os casos a analisar;
- selecionando trechos para releitura e análise;
- recuperando notas ou textos já lidos que ajudem a "ver" como se pode solucionar um problema.
2) As situações que se afastam do texto que se está produzindo para elaborar conhecimento e retornar imediatamente ao texto para resolver o problema que veio à tona.
3) Situações descontextualizadas, por fora do processo, que buscam:
- coordenar saberes que apareceram em contextos diferentes;
- "complementar" aquilo que não havia aparecido no contexto das práticas;
- gerar validações provisórias, mas recuperáveis para todos os contextos de produção futuros.
É claro que estas situações existem porque o docente as propõe. Em último caso, é primordial a intervenção que recupere o conhecimento construído durante a produção não mediada.

Pode-se propor:
- classificar enunciados;
- comparar semelhanças ou diferenças entre casos selecionados;
- completar um texto;
- modificar uma dimensão de um texto;
- selecionar casos de um conjunto;
- explicar as razões etc.
Ou seja, propor situações em que fique claro qual é a atividade do estudante e que a mesma não seja repetir e aplicar mecanicamente.

O desafio para a escola não é apenas o que se ensina, mas como o que se ensina se conecta com outras aprendizagens. Na verdade, estes saberes estão vinculados nas disciplinas e não existe sequer um acervo de saberes consolidados para fins de ensino. Qualquer que seja o caso, sempre se trata de categorias.
Como sabemos que enunciados tão diferentes como "Bom dia!" ou "Ei, cara, beleza?", podem ser considerados "saudações", sob certas condições do contexto? Não usam o mesmo vocabulário, não têm a mesma estrutura sintática, é provável que não surjam entre pessoas com igual grau de familiaridade ou de idêntico extrato sociocultural. Entretanto, reconhecemos, sem maior esforço, algo igual diante do diferente. Abstraímos alguma identidade diante de objetos diferentes.

Como sabemos sobre a diferença de sentido de um enunciado idêntico pronunciado/lido/produzido em diferente contexto e/ou entonação? Por exemplo: "Te desejo o melhor". Pode ser perfeitamente usado no sentido oposto, dependendo do contexto. Como sabemos o que quer dizer em cada caso, especialmente quando está escrito e não sabemos de sua entonação? Isto é, percebemos a diferença em algo que tem muito de idêntico: as mesmas palavras e na mesma ordem.

Palavras, tipos de palavras, orações, modos verbais, sílabas, contextos, intencionalidades, enunciados, posições enunciativas, falas etc... categorias que são produtos de uma simplificação - que deixa de lado a diferença - e de uma abstração - que põe em evidência a identidade -, que permitem "construir equivalências entre certos objetos aparentemente muito diferentes".

Abstrair para entender é parte da atividade intelectual de qualquer ser humano e, dado que na experiência linguística não lidamos com objetos materiais, mas simbólicos, abstrair é coordenar qualidades comuns construídas sobre práticas produzidas de diferentes posições, pontos de vista ou contextos; uma das formas de abstração reflexiva mais sofisticadas que é capaz de produzir o ser humano. É produto da experiência linguística, tanto ao falar como ao ler ou escrever.

Por que "submeter" as crianças a um processo tão exigente? Porque ao categorizar se alcança certa compreensão do mundo que é categorizado, neste caso, as práticas de linguagem e seu funcionamento em seus diversos contextos, os discursos e os textos aos quais estas práticas dão lugar e a língua que permite construi-los. É porque se fala, se lê ou se escreve e, em tal contexto, se participa de experiências em que se tem êxito na compreensão ou se fracassa, se retifica ou ratifica um caminho para encontrar a resposta a uma questão específica em um texto, se modifica parcialmente uma ideia ao se dirigir a outro para ser melhor entendido, se descobre a intenção do outro ao fazer entender algo não imaginado, se distribui um texto na página de maneira a ser melhor compreendido ou se amplia a informação de uma imagem através de uma legenda, que se constrói conhecimento sobre a linguagem.

Não se trata de um conhecimento externo às práticas, que se aplica à linguagem. Não se trata de um conhecimento interno do sujeito que amadurece ou se ativa.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/mirta-castedo-reflexao-linguagem-gramatica-693316.shtml

terça-feira, 7 de agosto de 2012

TIC e alfabetização, o desafio do ovo e da galinha


“Não dá para definir ao certo o que vem primeiro, mas são dois fenômenos muito relacionados”, diz Fernanda Cury, consultora do Instituto Paulo Montenegro. O Inaf entrevistou uma amostra nacional de 2.000 pessoas entre 15 e 64 anos para avaliar as habilidades em leitura, escrita e matemática, e as classifica em quatro níveis de alfabetismo: os analfabetos e os alfabetizados em nível rudimentar, que são considerados analfabetos funcionais, e os alfabetizados em nível básico e em nível pleno, que são considerados funcionalmente alfabetizados.
crédito gudrun / Fotolia.com

Apesar de especialistas ouvidos pelo Porvir concordarem que se trata de um processo que se retroalimenta, eles consideram que o uso das TIC acaba sendo uma oportunidade de aprimorar o letramento. “O grupo dos analfabetos funcionais ou o de alfabetismo básico, embora tenha um repertório inferior ao grupo dos alfabetizados em nível pleno, faz uso da internet para a realização de um bom número de atividades, confirmando o potencial das TIC para o desenvolvimento das habilidades de alfabetismo”, destaca a análise produzida pela equipe do instituto. Tanto é assim que entre considerados analfabetos funcionais que fizeram buscas na web, 53% procuraram informações em sites de produtos e serviços – como endereços, trajetos e diversão – , ou em enciclopédias, atividades que exigem certo grau de desenvolvimento cognitivo.
“Mal comparando, é a mesma lógica do que acontece com o aprendizado de inglês. Para entender o que está na internet, muita gente acaba se forçando a aprender ou a arranhar a língua”
Ainda de acordo com os dados do Inaf, entre os analfabetos funcionais que utilizam as TIC, 69% disseram usar os recursos para enviar mensagensinstantâneas, 65% para participar de redes sociais e 64% para enviar e receber e-mails, três opções diretamente relacionadas com a interação entre os indivíduos. Para Rodrigo Scama, fundador do Instituto Faber-Funden, especializado em tecnologia e educação, esses números fazem todo o sentido porque as TIC hoje são uma forma de inserção social para todos os grupos da sociedade. “A pessoa se sente alijada se não está nesse meio virtual, no Orkut, no Facebook. Quando ela entra, ela está buscando se socializar, encontrar semelhantes.”
Para o especialista, que é também historiador, a sociedade vem sofrendo com a perda de espaços de sociabilidade, obrigando as pessoas a trocarem o bate-papo na esquina pelo on-line. “Ele sente necessidade de interagir e, por isso, entra nessa rede.” Acontece, afirma ele, que essa rede exige habilidades de leitura e escrita, e a pessoa acaba tendo que se adaptar. “Mal comparando, é a mesma lógica do que acontece com o aprendizado de inglês. Para entender o que está na internet, muita gente acaba se forçando a aprender ou a arranhar a língua”, afirma.
Maria do Rosário Mortatti, presidente da Sociedade Brasileira de Alfabetização e professora na Unesp em Marília, também considera que as TIC têm potencial para a promoção de práticas de letramento, uma vez que ajuda a dinamizar e tornar mais agradáveis as atividades de ensinar e aprender e também propicia a compreensão ativa de alguns usos e funções sociais da leitura e da escrita. No entanto, ela alerta que o recurso, apesar de importante, é apenas uma dentre as muitas possibilidades de compreensão dos sentidos da leitura e da escrita: “no contexto da sociedade da informação, a utilização das TIC pode ser um bom começo, ou um bom meio; nem de longe, porém, representa um fim para os que de fato se ‘apropriaram’ ou desejam se apropriar da língua escrita”, diz.
Números gerais
O Inaf apresenta dados gerais sobre o alfabetismo funcional no Brasil desde 2001 e, a cada ano, traz um recorte especial. Desta vez, o assunto em foco foi o uso das TIC entre os entrevistados. Nesta edição, que completa uma série histórica de 10 anos de pesquisa, há boas e más notícias. Enquanto o analfabetismo funcional caiu de 39% para 27%, a proporção dos que atingem um nível pleno de habilidades de leitura, escrita e cálculo permaneceu praticamente inalterada na última década, sempre em torno dos 25%.
De acordo com Ana Lúcia Lima, diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro, esses números revelam que o Brasil vem conseguindo melhorar os níveis iniciais da alfabetização, dado muito relacionado à universalização do acesso à escola, mas peca na qualidade desse acesso. “Os dados são muito interessantes pois, de um lado, mostram avanços importantes na redução do analfabetismo absoluto e no nível rudimentar e, de outro, revelam que a proporção de pessoas que atingem o nível pleno de alfabetismo está estagnada há 10 anos. Só vamos conseguir avançar daqui pra frente com mais qualidade, pois as possibilidades de futuros avanços fruto da quantidade (de pessoas na escola, de anos de estudo) já estão se esgotando”, afirma.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Imagens do professor na mídia - livro



Será lançado, no próximo dia 11 de agosto, às 16h, na Bienal Internacional do livro de São Paulo, o livro "Educomunicação - Imagens do professor na mídia", organizado pelo Prof. Dr. Adilson Citelli, da ECA/USP.

O livro traça um panorama acerca dos modos como os meios de comunicação apresentam os professores do Ensino Básico brasileiro. Para aprofundar tal questão, oito pesquisadores entres mestrandos e doutorandos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, sob a orientação do professor Adilson Citelli, observaram ao longo de mais de um ano as mensagens que circularam em variadas mídias, incluindo jornal, rádio, televisão, publicidade e cinema, intentando apreender como neles se dá o processo de representação dos docentes.

O que se encontra, em geral, é a imagem de um professor mostrado como personagem de narrativas às quais não faltam a constatação da precariedade, a desqualificação, a vitimização, o puro e simples estereótipo. Destas narrativas, a voz obliterada é, paradoxalmente, a do próprio professor. Através do conjunto dos textos buscou-se, ao mesmo tempo, analisar algumas situações concretas envolvendo a relação das mídias com a exposição pública dos docentes e indicar alternativas para alargar a pesquisa no âmbito da educomunicação.

Fonte: http://blog.midiaseducacao.com/2012/08/imagens-do-professor-na-midia.html

sábado, 4 de agosto de 2012

O Corpo Fala - Entenda Seu Vocabulário


Por: Raul Candeloro

A linguagem do corpo é uma maneira misteriosa e não-verbal das pessoas comunicarem inconscientemente o que estão realmente pensando. A importância dessa linguagem corporal  reside no fato de que muitas pessoas, na verdade, têm inseguranças ou relutam em comunicar abertamente suas intenções. Então você tem que basear-se no corpo para compreender o que as palavras não estão dizendo.

        O que torna a linguagem não-verbal complicada é que ela deve ser considerada dentro do contexto da situação e do seu relacionamento com cada individuo, além de ser também importante considerar as características pessoais de comportamento de cada um.

        Peguemos como exemplo uma pessoa que esteja de braços cruzados: se fosse um tipo ‘analítico’, isso não me incomodaria muito. Agora, se alguém do estilo ‘amigável’ fizer isso, com certeza podemos recomendar certa cautela.

        E se esta pessoa estiver rígida e inflexível? Algumas pessoas podem agir naturalmente dessa maneira, mas se for alguém do tipo ‘expressivo’, e ele estiver se fechando todo, ficando cada vez mais passivo ou rígido, mais uma vez recomendamos cautela.

        Tendo dito isto, aqui estão algumas regras básicas - apresentadas por Tim Connor, presidente do Connor Resource Group, amplamente aceitas, de tipos comuns de comportamento (e o que indicam o que a pessoa está pensando ou sentindo): 

Abertura
- Mãos abertas
- Tirar o casaco, paletó
- Aproximar-se
- Inclinar-se para a frente
- Descruzar as pernas
- Braços cruzados suavemente sobre as pernas

Entusiasmo
- Pequenos sorrisos ou risadas
- Corpo firme e ereto
- Mãos abertas, braços estendidos, olhos alertas
- Voz bem modulada e com energia

Defesa
- Corpo rígido
- Braços/pernas cruzados fortemente
- Contato visual reduzido
- Lábios contraídos
- Cabeça baixa, com queixo sobre o peito
- Punhos cerrados
- Dedos entrelaçados sobre braços cruzados
- Jogar-se para trás na cadeira

Raiva
- Corpo rígido
- Punhos cerrados
- Lábios fechados com força
- Contato visual continuado
- Pupilas dilatadas
- Cenho franzido
- Respiração rápida

Alerta
- Inclinar-se para a frente
- Colocar as mãos sobre as coxas
- Corpo relaxado mas rosto alerta
- Ficar em pé com mãos na cintura, pés levemente separados

Avaliação
- Cabeça levemente inclinada para o lado
- Sentar na ponta da cadeira e inclinar-se para a frente
- Mão na parte da frente do queixo ou na bochecha
- Coçar o queixo

Nervosismo
- Limpar a garganta
- Morder (lábios, unha, dedo, etc.)
- Cobrir a boca quando fala
- Puxar o lóbulo da orelha
- Abrir os olhos
- Caretas
- Contorcer mãos ou lábios
- Boca entreaberta
- Brincar com objetos
- Ficar trocando o peso de uma perna para a outra (quando em pé)
- Tamborilar dedos
- Ficar mexendo o pé
- Assobiar

Rejeição ou dúvida
- Coçar o nariz
- Coçar os olhos
- Franzir o cenho
- Pernas e braços cruzados
- Corpo em posição de ‘fuga’
- Limpar a garganta
- Esfregar as mãos
- Levantar as sobrancelhas

Suspeita
- Pouco contato visual
- Resistência a olhar ‘olho no olho’
- Ficar olhando para os lados ou por sobre o ombro
- Coçar o nariz
- Ficar olhando por sobre os óculos 

Confiança, autoridade
- Jogar-se para trás na cadeira com as mãos atrás da cabeça
- Postura orgulhosa
- Cabeça alta, com queixo levantado
- Contato visual firme, sem piscar 

Precisando ser reconfortado
- Ficar beliscando a mão
- Esfregar gentilmente um objeto pessoal (anel, relógio, etc.)
- Roer unhas
- Examinar as cutículas 

Frustração
- Mãos apertadas firmemente
- Balançar punhos fechados
- Respiração curta porém controlada
- Olha ‘através’ de você
- Passar as mãos no cabelo
- Bater os pés no chão

Chateado, indiferente
- Mãos ‘segurando’ a cabeça
- Olhos sonolentos
- Postura relaxada demais (largada)
- Ficar mexendo com pés, mãos, dedos
- Balançar as pernas
- Olhar vazio
- Pouco contato visual
- Boca ‘mole’ 

Lembre-se: a linguagem corporal por si só conta somente uma parte da história. Você deve considerar também seu comportamento em geral (seu jeito de ser), e só então decidir que conclusões tirar.  E da próxima vez que alguém disser que ouvir é a parte mais importante da venda, lembre-se que o corpo fala também.


Fonte: http://www.exactaexpress.com.br/linguagemdocorpo.htm