sexta-feira, 19 de maio de 2017

Os Movimentos Dos Olhos (Sinais – PNL):

Antes de se entender o que significam os movimentos dos olhos e seus respectivos sinais como falaremos a seguir, seja para a detecção de mentira (ou não) , é preciso repassar a forma que observamos o mundo exterior e coletamos informações utilizando nossos sentidos.

1. OS CINCO SENTIDOS,
CONFORME A PNL:

A PNL baseia-se em cinco sentidos: visual – ver; auditivo – ouvir; cinestésico – sentir; olfativo – cheirar; e gustativo – saborear;

A alegria, o prazer, a compreensão e a agudeza do pensamento, tudo o que faz com que a vida valha a pena de ser vivida vem através de nossos sentidos.

A atenção é direcionada através dos sentidos. Prestando atenção no exterior, você enriquece seu pensamento. Prestando atenção no interior, você se torna mais sensível a seus próprios pensamentos e sentimentos, mais seguro de si e mais capaz de dar atenção ao exterior. Isso será mais aplicável quando eu postar algo sobre a mudança de padrões. 

Entretanto, o mais interessante é que a técnica que será apresentada hoje servirá para reconhecermos às pistas de acesso a memória, através dos cinco sentidos, e reconhecer os gatilhos visuais, auditivos, cinestésicos, olfativos e gustativos que ancoram determinados estados emocionais.

2. A ESTRATÉGIA PNL
TOTS + SISTEMAS REP

Os cinco sentidos são os seus sistemas representacionais (rep), também chamados modalidades.
As submodalidades se organizam para formar as modalidades. Por exemplo, se você cria uma imagem em sua mente, você está usando o seu sistema representativo ou modalidade visual. 
Você pode ajustar as qualidades ou submodalidades da imagem para torná-la maior, mais brilhante ou trazê-la para mais perto de você. De modo a fazer você se sentir mais perto ou afastado, quente ou frio, alto ou baixo, claro ou escuro, etc.
Por ora, basta que saibamos que Bandler e Grinder incluíram os sistemas rep (modalidades) e submodalidades nas fases Teste e Operação do modelo TOTS, aperfeiçoando mais para nos dar o modelo de estratégia da PNL. 

De acordo com os pesquisadores, a meta que você tem quando inicia uma estratégia, e os meios pelos quais você avalia se conseguiu ou não, é dependente das combinações das suas modalidades, ou seja, dos seus cinco sentidos.
A princípio parece um pouco confuso, mas tomemos como exemplo o fato de você ter uma meta. Você pode criar a imagem da meta e talvez ouvir uma voz dizendo a você o que fazer. Quando você vai medir esse sucesso, pode ter uma sensação particular e ouvir um som assim como uma imagem, então você julga o sucesso pelo que você sente, ouve, vê ou não, e o que você imaginou que seria através das submodalidades.

3. O MODELO DE ESTRATÉGIAS
DA PNL EM AÇÃO

ESQUEMA
Figura 1
A figura ao lado mostra como o modelo de estratégia da PNL funciona.
Tomemos como caso a violência no transito a fim de buscar uma estratégia básica, esta com a atenção focada no interior da pessoa.

Teste A (alavanca, gatilho) – é a alavanca inicial que origina uma estratégia. Este teste é o teste em que você avalia se a informação que vem dos seus sentidos está de acordo com a informação necessária para enfiar a estratégia. 
Se você está inclinado à violência no trânsito, a alavanca pode ser que você veja alguém brigando e empurrando à sua frente no engarrafamento (confirmação visual), mas porquê está num dia de bom humor (sem confirmação cinestésica) você escolhe não seguir a estratégia. 

Contudo, se está num dia de mau humor (confirmação cinestésica), você explode, aciona o gatilho, quando vê que alguém está cortando o seu caminho.


O resultado é ter certeza que o motorista da frente sabe exatamente o que você pensa dele e cuidadosamente apreciar a sensação de entregar-se à raiva de forma incontrolada (cinestésico).
Operação – é o processo pelo qual você junta a informação que ajudará a conduzir a sua estratégia. 
Então, para a sua estratégia de violência no trânsito, você lembra onde está o botão da buzina, onde está o farol e com um gesto brusco de mão, você quis usá-los. Nesse exemplo você utiliza a modalidade visual, conforme visualiza o seu arsenal, para conduzir a sua estratégia. Assim, você invoca a modalidade digital auditiva quando evoca todas as palavras rudes e picantes que conhece, de modo a se lançar no seu melhor comportamento de violência no trânsito.
Teste C (compare) – é o teste em que você compara a informação e a situação correntes para o seu resultado, para conduzir a estratégia. Sim, você apertou a buzina (auditivo); sim, você xingou com os piores palavrões que conhecia (visual para o benefício do transgressor) e fez gestos apropriados (cinestésico para si mesmo e visual para o outro motorista).


4. E OS OLHOS, ONDE ENTRAM?

Consideremos esse exemplo de estratégia:

Xico mora em outra cidade e ficou com saudade de sua namorada. Ele pode usar a seguinte estratégia a fim de ligar para ela: sensações indicam que ele está com saudade dela (cinestésico – teste T, alavanca, gatilho); tem a imagem mental da namorada na cabeça (visual – operatório); diz o telefone dela pra si mesmo (digital auditivo – operatório); liga para ela (cinestésico – operatório). Aqui se resolve que Xico saiu dos atos preparatórios e operou. Saiu do Teste A, da Operação e foi para o Teste C.

Uma vez que uma estratégia é incrustada em seu neurológico, você tem pouca ou nenhuma consciência dessas etapas. 

Porém, se você sabe o que procurar, pode imaginar a estratégia da outra pessoa. 


VISAO
Figura 2

O que você procura é o movimento dos olhos. Se, por exemplo, perguntássemos ao Xico o que ele faz quando ele liga para sua namorada, se realmente gosta dela, os olhos dele iriam para baixo e para direita (sentindo saudade de casa), então para cima e para esquerda (imagem visual da família dele). Ele teria para o teto e para esquerda (conforme lembrava o número do telefone) antes de teclar os números.
Movimentos dos olhos:
Emoção com a lembrança de uma imagem – movem-se para cima e à direita;
Emoção com a lembrança de um o som  – Movem-se horizontalmente para a direita;
Criação de uma imagem – movem-se para cima e esquerda;
Criação de um som ou conversa – movem-se horizontalmente para a esquerda;
Acessando emoções – Para baixo e à direita;
Conversando com elas mesmas – Para baixo e à esquerda.
Abaixo, retirei alguns fragmentos do depoimento prestado por Ana Carolina, mãe de Isabella, no caso Nardoni. Tal depoimento foi cheio de recordações que demonstram os gatilhos de memórias ativados e a posição dos olhos com relação a esses gatilhos. Vejamos:
Horas qeu vou dormir 1m20s
Figura 3 – “As horas que vou dormir, as horas que rezo” – Lembrança visual – Olhar para cima e para a direita. (clique aqui para ver o instante no youtube).
Hora de brincar 1m48s
Figura 4 – “Hora que a gente tinha de brincar – Lembrança Cinestésica” – Olhos para baixo e para direita. (clique aqui para ver o instante no youtube)
Sempre que ela ia dormir - 1m54s
Figura 5 – “Sempre que ela ia dormir – Lembrança cinestésica” – olhos para baixo e para direita. (clique aqui para ver o instante no youtube)
O modo como os olhos de uma pessoa se movimentam depende se a pessoa é destra ou canhota. 

A pessoa indicada acima na Figura 2 ilustra uma pessoa destra. 
Uma pessoa canhota quando produz uma memória pode olhar para o lado contrário da que é destra.


COMO OBTER VANTAGEM?

O BodyLanguageBrazil afirma que quando você está tentando compreender a estratégia do receptor, é sempre melhor calibrar as respostas deste, de modo a fazer algumas perguntas inofensivas, como: “Que caminho você fez pra chegar até aqui? O que almoçou hoje? Qual a cor do portão da sua casa?”, entre outras.
Essa atitude forçará o receptor a recorrer ao sentido visual, assim dará certamente a dica que precisa para descobrir qual o posicionamento ocular dos olhos que ele usa.

Fontes:Neuro-linguistic Programming for Dummies – Romilla Ready e Kate Burton
Manual de Programação Neurolinguística – Joseph O’Connor
Fonte: http://bodylanguagebrazil.com/2011/04/os-movimentos-dos-olhos-pnl/

A linguagem corporal é cultural?

Uma boa parte da linguagem corporal tem origem cultural, o que produz muitas diferenças na forma como vivenciamos a dimensão corporal da comunicação. O exemplo mais claro disso são os emblemas que são gestos cujos significados são coletivamente negociados em um determinado grupo cultural.

 
Normalmente, gestos obscenos estão classificados nessa categoria. Se alguém fizer um gesto desses todos
entendem! No entanto, um estrangeiro pode ficar um pouco confuso.
É bom ficar alerta sobre isso, pois o “V” da vitória tem significados diferentes na Inglaterra, dependendo
se é feito mostrando as costas ou a palma da mão….

Outro exemplo: é comum, entre os jovens, ensinar gestos a um estrangeiro como brincadeira para constrangê-lo. Por outro lado, o mesmo estrangeiro ao utilizar o gesto (ou expressão) perceberá que fez algo inapropriado, mas não terá a mesma percepção emocional do que aquilo significa para os integrantes da cultura onde a linguagem corporal (gesto) faz “todo o sentido”.

É comum encontrar nos livros de auto-ajuda que ensinam a interpretar a linguagem corporal que um “pessoa fechada” está com as pernas cruzadas e as mãos juntas (quem sabe até mesmo com a bolsa no colo se for uma mulher sentada). Entretanto, em algumas culturas, as mulheres aprendem que devem se sentar assim, com as pernas fechadas, com as mãos ou a bolsa no colo…. Nesse caso, isso não indicaria que está desconfortável, ela apenas segue uma regra social aprendida.

São as chamadas regras de display (Matsumoto, 1990), de demonstração ou de apresentação (dependendo da tradução). É a tão conhecida “cara de enterro“… por exemplo.
A análise da linguagem corporal é um tema tão interessante que expressões podem variar dentro de um mesmo grupo cultural (os brasileiros, por exemplo) e encontraremos gestos característicos de gaúchos, nordestinos, mineiros etc. Essa variação é conhecida como dialetos não verbais e vem sendo bastante estudada (Elfenbein et all, 2007).
De qualquer forma, é necessário prestar atenção a alguns aspectos importantes para não ficarmos mais confusos.
O psiquismo humano é composto de processos básicos (mais antigos, normalmente não conscientes e diretamente relacionados com o funcionamento do Sistema Nervoso Autônomo) e processos que podemos chamar de superiores (aqueles que nos diferenciam dos outros animais): (1) a ação conscientemente controlada; (2) a memória ativa e (3) o pensamento abstrato.
A maioria dos cientistas focaliza sua atenção em um ou outro conjunto de processos. A confusão desaparece quando conseguimos considerar que os processos básicos não prevalecem, necessariamente, sobre os superiores e vice-versa. Os processos atuam concomitantemente (de forma isolada ou articulada) e não há como prever, de forma geral, qual deles prevalecerá ou funcionará como “orientedor” principal de determinado comportamento.
É o que ocorre, por exemplo, com muitas das pessoas que se recuperam do uso de drogas ilícitas. Apesar da vontade de parar, os mecanismos básicos, relacionados com o circuito do prazer no Sistema Límbico, podem regular uma “vontade” de usar drogas novamente. Se estabelece, então, uma “competição” entre um processo consciente superior (saber que não deve drogar-se por vários motivos) e a dependência psíquica da droga ligada à alguma percepção supostamente agradável (processo básico).
Tendo isso em mente, concluímos que a linguagem corporal é simultaneamente cultural e biológica. O que torna seu estudo um desafio, devido a complexidade que apresenta.
Fonte: https://ibralc.com.br/a-linguagem-corporal-e-cultural/

Linguagem corporal e a psicologia

Você sabia que alguns estudos afirmam que 93% da nossa comunicação é não-verbal? Ou seja, a maior parte da comunicação humana é realizada apenas por meio de gestos, postura, expressões faciais e movimentos dos olhos.
A linguagem corporal é utilizada há milhões de anos e os primeiros estudos científicos foram feitos por Charles Darwin. De acordo com ele, as emoções são universais, uma vez que pessoas de diferentes regiões do mundo são capazes de identificar as mesmas expressões para determinada emoção.
Como seres humanos, escolhemos palavras, criamos imagens e fazemos abstrações utilizando uma parte do cérebro chamada neocórtex. Porém, o sistema límbico, responsável pelos sentimentos, envia impulsos elétricos ao corpo, gerando expressões e movimentos que muitas vezes são involuntários.

Linguagem corporal e Psicologia

A linguagem corporal pode parecer abstrata, misteriosa e dependente de um processo interpretativo. Seu uso, entretanto, é tão importante para a comunicação quanto o domínio da linguagem verbal.
Na Psicologia, a linguagem corporal é fundamental para indicar emoções que não foram ditas pelas palavras. Quando um paciente mente ou omite alguma coisa, o psicólogo é capaz de entender as razões por trás deste comportamento, trabalhando de forma que, pouco a pouco, o paciente consiga falar a verdade sobre suas emoções.
Além disso, personalidades perigosas — como a dos sociopatas — não apresentam expressão nenhuma, uma vez que não possuem sentimentos. Com a correta leitura da linguagem corporal, a psicologia é capaz de identificar e tratar essas psicoses.

Dicas de linguagem corporal

Os gestos, quando bem observados, são capazes de revelar pensamentos e ideias que por algum motivo não são expressadas. Saiba algumas características que podem ser observadas:

Posição da cabeça

– Cabeça inclinada é um potencial sinal de afinidade e, se a pessoa sorri ao mesmo tempo em que sua cabeça se inclina, é sinal de que ela está sendo brincalhona e talvez até flertando. Atenção: pessoas com problemas de visão também têm propensão a inclinar a cabeça;
– Cabeça baixa indica vontade de esconder algo. Se a pessoa abaixar a cabeça ao receber um elogio, pode ser porque ela é tímida, envergonhada, retraída ou estar em descrença. Se for depois de uma explicação, a pessoa pode não ter certeza se o que ela disse foi correto ou pode estar refletindo. Note que, em algumas culturas, abaixar a cabeça para outra pessoa é um sinal de respeito;
– Cabeça empinada, por sua vez, significa que a pessoa está confusa ou em desafio. Lembre-se do cão, que ligeiramente ergue sua cabeça quando você faz um barulho esquisito. Em contrapartida, quando em conjunto com um sorriso, a cabeça inclinada pode significar que a pessoa realmente gosta de você e está se divertindo muito com a conversa.

Olhar

– Pessoas que olham constantemente para os lados são muito nervosas, mentirosas ou distraídas. No entanto, se uma pessoa desvia o olhar do interlocutor, pode ser um sinal de desconforto ou submissão. Olhar de soslaio geralmente significa que a pessoa está desconfiada ou não está convencida do que está ouvindo;
– Se alguém olha muito para o chão, provavelmente é tímido ou reservado. As pessoas também tendem a olhar para baixo quando estão chateadas ou tentando esconder algo emocional;
– Pupilas dilatadas significam que a pessoa está interessada. Tenha em mente, entretanto, que muitas drogas causam dilatação das pupilas — como álcool, cocaína, anfetaminas e LSD. Não confunda uma bebedeira com atração;
– Se o olhar parecer distante, é sinal de que a pessoa está em profunda reflexão ou não está ouvindo.

Braços

– Pessoas com braços cruzados estão se fechando à influência social. Embora algumas pessoas simplesmente cruzem os braços como um hábito, isso pode indicar que a pessoa é reservada, desconfortável com sua aparência ou está apenas tentando esconder algo em sua camisa. Se os braços estão cruzados enquanto seus pés estão alinhados com os ombros, trata-se de uma posição de resistência ou de autoridade;
– Se alguém repousa os braços atrás do pescoço ou na cabeça, a pessoa está aberta ao que está sendo discutido ou está apenas descontraída;
– Mãos nos quadris podem indicar espera, impaciência ou apenas cansaço;
– Mãos fechadas ou cerradas indicam irritação, zanga ou nervosismo.

Gestos

– Escovar o cabelo para trás com os dedos pode indicar vaidade, um gesto por hábito, atração por quem está ouvindo ou uma mostra de que os pensamentos estão em conflito com o que você diz. Se as sobrancelhas forem levantadas junto com este gesto, pode ter certeza de que a pessoa não concorda com você;
– Se a pessoa usa óculos e está constantemente a empurrá-los para cima do nariz, com um pequeno franzir de testa, também pode ser uma indicação de que ela discorda do que você está dizendo. Mas tenha o cuidado de certificar-se que a pessoa empurra os óculos com uma intenção e não apenas para ajustá-los casualmente;
– Sobrancelhas baixas e olhos vesgos ilustram uma tentativa de compreender o que está sendo dito ou acontecendo. Geralmente, trata-se de um olhar cético.

Dicas para entender a linguagem corporal

– É fácil reconhecer uma pessoa confiante: ela faz contato visual constante e tem uma postura forte. Ela também pode ficar muito empinada;
– Se uma pessoa fala rápido, murmura muito ou não é clara sobre o que está dizendo, ela pode estar nervosa, mentindo, tentando ganhar tempo ou deixando de dizer a verdade plena (sendo vaga). Esteja ciente, entretanto, de que algumas pessoas realmente resmungam;
– Observe o rosto: ele geralmente emite uma contração muscular involuntária rápida e, às vezes, subconsciente quando acontece alguma coisa que irrita, excita ou diverte;
– Quando uma pessoa fecha os olhos mais do que o tempo que leva para piscar, pode ser sinal de que ela está estressada, alarmada ou desesperada;
– Quando uma pessoa lambe os lábios, é um sinal de que gosta de você.
Fique sempre atento ao que o corpo fala por meio dos sinais da Psicologia e da linguagem corporal. 
Fonte: http://www.sbie.com.br/blog/linguagem-corporal-e-a-psicologia/

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Como oferecer uma educação de qualidade?

Por Marina da Silveira Rodrigues Almeida

Sabe-se que uma educação de qualidade é aquela que atende às necessidades de cada aluno, respeita o estilo de aprendizagem de cada aluno, propicia condições para o atingir os objetivos individuais e utiliza as oito inteligências de cada aluno. Como desenvolver e oferecer uma educação? Devemos conhecer e promover os recursos pessoais do nosso aluno. Como?

Antes de tudo, devemos abandonar certas posturas tradicionais, baseadas em valores, crenças e teorias que não mais correspondem às necessidades das pessoas que atendemos. Significativas mudanças estão ocorrendo no mundo nos últimos 10 anos. No campo da atenção às pessoas com deficiência, essas mudanças estão desafiando dirigentes e profissionais de entidades, bem como pessoas deficientes e suas famílias a reexaminarem seus valores éticos, suas crenças e seus referenciais teóricos a fim de que a vida de todas as pessoas envolvidas possa ser de melhor qualidade.

Três tendências se evidenciam atualmente afetando a vida das pessoas em geral.
• A sociedade está se tornando cada vez mais inclusiva, adaptando-se às necessidades especiais de seus cidadãos e descartando as atitudes discriminatórias frente às diferenças individuais (INCLUSÃO).
• As pessoas estão ficando mais empoderadas em todos os setores de atividade, não aceitando imposições da parte de outras pessoas (EMPODERAMENTO).
• Os governos, as empresas e as entidades estão procurando trabalhar em parceria (cooperação, alianças estratégicas) para solucionarem os problemas da escassez ou falta de recursos nas áreas de saúde, reabilitação biopsicossocial e/ou profissional, educação escolar, educação profissional, colocação em empregos competitivos, geração de empregos e trabalhos, geração de renda etc. (PARCERIAS e INTERFACES).

Existem diversos estilos de aprendizagem. É importante para alunos e professores conheceram seus respectivos estilos de aprendizagem. Ao preparar suas aulas, leve em consideração as seguintes características dos estilos de aprendizagem:

1) Estilo Auditivo
Alunos com este estilo serão capazes de se lembrar do que eles ouvem e preferem instruções orais. Eles aprendem ouvindo e falando. Estes alunos gostam de conversar e entrevistar. Eles são leitores fonéticos, que gostam de leitura oral, leitura em coro e de ouvir livros falados.

Eles aprendem melhor quando o professor lhes oferece oportunidades para:
• Entrevistar, debater
• Participar em um painel de discussão
• Apresentar relatórios oralmente
• Participar em debates sobre material escrito

2) Estilo Visual
Alunos com este estilo serão capazes de se lembrar do que vêem e preferem instruções escritas.
Estes alunos são leitores visuais, que gostam de ler em silêncio. Melhor ainda, gostam de receber informações por meios visuais como, por exemplo, fitas de vídeo, DVD.

Eles aprendem melhor quando o professor lhes oferece oportunidades para trabalharem com:
• Gráficos de computação
• Mapas, gráficos, tabelas
• Histórias em quadrinhos
• Cartazes
• Diagramas, desenhos
• Recursos para organizar gráficos
• Textos com muitas figuras

3) Estilo Tátil
Alunos com este estilo aprendem melhor tocando em coisas. Eles compreendem instruções que eles escrevam e aprenderão melhor através de manipulações.

Eles aprendem melhor quando o professor lhes oferece oportunidades para eles:
• Desenharem
• Jogarem jogos de tabuleiro
• Construírem dioramas
• Construírem modelos (com vários materiais)
• Seguirem instruções para fazer alguma coisa

4) Estilo Cinestésico
Alunos com este estilo também aprendem tocando e manipulando objetos. Eles têm a necessidade de envolver o corpo todo na aprendizagem. Eles se lembram melhor do conteúdo das aulas se eles o expressarem em ações.

Eles aprendem melhor quando o professor lhes oferece oportunidades para:
• Jogarem jogos que envolvam o corpo todo
• Fazerem atividades de movimento
• Construírem modelos
• Seguirem instruções para fazer alguma coisa
• Realizarem experimentos

Como passar as instruções?

MENU LINGÜÍSTICO

• Use histórias para demonstrar...
• Realize um debate sobre...
• Escreva um poema, um mito, uma lenda, uma peça curta ou um artigo de jornal sobre...
• Faça uma apresentação sobre...
• Narre um conto ou um romance para...
• Faça uma apresentação sobre...
• Conduza uma discussão em sala de aula sobre...
• Crie um programa de entrevistas de rádio sobre...
• Escreva uma comunicação, um folheto ou um dicionário sobre...
• Invente slogans para...
• Faça uma gravação em áudio de...
• Conduza uma entrevista de... sobre...
• Escreva uma carta para... sobre...
• Use a tecnologia para escrever...

MENU LÓGICO-MATEMÁTICO
• Crie problemas narrados para...
• Traduza... em uma fórmula matemática...
• Crie uma linha de tempo do...
• Planeje e conduza uma experiência sobre...
• Faça um jogo estratégico que...
• Crie silogismos para demonstrar...
• Crie analogias para explicar...
• Use... habilidades de pensamento para...
• Crie um código para...
• Categorize fatos sobre...
• Descreva padrões ou simetria em...
• Selecione e use tecnologia para...

MENU CINESTÉSICO
• Represente ou simule...
• Crie um movimento ou uma seqüência de movimentos para explicar...
• Coreografe uma dança de...
• Invente um jogo de tabuleiro ou de chão de...
• Faca cartões de tarefa ou de quebra-cabeça para...
• Crie ou construa um...
• Planeje e faça uma pesquisa de campo que...
. Use as qualidades de uma pessoa fisicamente treinada para demonstrar...
• Crie uma "caça ao tesouro" para...
• Faça um modelo de...
• Use materiais práticos para...
• Reúna e apresente canções sobre...
• Escreva um novo final para uma canção ou composição musical para que ela explique...
• Crie uma colagem musical para descrever...
• Use a tecnologia musical para...

MENU INTERPESSOAL
• Conduza uma reunião para tratar...
• Com um parceiro, use "a resolução de problemas em voz alta" para...
 • Represente as perspectivas múltiplas sobre...
• Organize ou participe de um grupo para...
• Use intencionalmente as habilidades sociais para aprender sobre...
• Participe de um projeto de serviço para...
• Ensine a alguém mais sobre...
• Com um pequeno grupo, planeje cooperativamente regras ou procedimentos para realizar...
• Ajude a resolver um problema local ou global...
• Pratique dar e receber ajuda sobre...
• Usando uma de suas capacidades, assuma um papel em um grupo para realizar...

MENU VISUAL- ESPACIAL
• Faça uma tabela, um mapa, agrupamento ou um gráfico para...
• Crie uma apresentação de slides, videoteipe ou álbum de fotos de...
• Projete um cartaz, quadro de avisos ou mural de...
• Use um sistema de memória para aprender...
• Crie trabalhos artísticos que...
• Desenvolva desenhos arquitetônicos que...
• Faça anúncios para...
• Varie o tamanho e a forma de...
• Use código de cores para...
• Invente um jogo de tabuleiro ou de cartas para demonstrar...
• Ilustre, desenhe, pinte, esboce, esculpa ou construa...
• Use o projetor para ensinar...
• Use tecnologia para...

MENU MUSICAL
• Faça uma apresentação com acompanhamento musical adequado sobre...
• Escreva letra de música para...
• Cante um rap ou canção que explique...
• Indique os padrões rítmicos em...
• Explique como a letra de uma canção se relaciona com...
• Explique como a música de uma canção e semelhante a...
• Apresente uma aula musical curta sobre...
• Faça um instrumento e use-o para demonstrar...
• Use a música para melhorar a aprendizagem de...

MENU INTRAPESSOAL
Descreva qualidades que você possui que irão ajudá-lo a realizar com sucesso...
• Crie uma analogia pessoal para...
• Estabeleça e persiga um objetivo para...
• Descreva como se sente sobre...
• Explique sua filosofia pessoal sobre...
• Descreva um de seus valores pessoais sobre...
• Use a aprendizagem autodirigida para...
• Escreva um tópico de diário sobre...
• Explique o propósito que você persegue em estudar...
• Conduza um projeto de sua escolha sobre...
• Receba ajuda de outra pessoa em seus esforços para...
• Avalie seu trabalho em...
• Use a tecnologia para...

MENU NATURALISTA
• Colete e categorize dados...
• Mantenha um registro de observações sobre...
• Compare fenômenos climáticos com ...
• Invente categorias para...
• Explique como uma espécie de planta ou animal se assemelha a...
• Faça uma taxonomia de...
• Use binóculos, microscópios, lentes, telescópios para...
• Identifique os relacionamentos entre...
• Cuide de plantas e animais para aprender sobre...
• Descreva os ciclos ou padrões de...
• Especifique as características de...
• Participe de um passeio ao ar livre no(a)...
• Use a tecnologia para...

Fonte: http://www.portal.educacao.salvador.ba.gov.br/site/documentos/espaco-virtual/espaco-educar/educacao-especial-sala-maria-tereza-mantoan/ARTIGOS/Estilos-de-aprendizagem-e-inteligencias-multiplas.pdf

Estilos de Aprendizagem


estilos de aprendizagem

Sempre discutimos muito os estilos de aprendizagem e ao longo dos anos já  tem havido inúmeras ideias e teorias ao respeito. Por exemplo, os antigos gregos pensavam que o Deus Hermes dava uma quantidade determinada de inteligência a cada pessoa e que a inteligência era essencialmente um aspecto da sua sorte. No entanto, as teorias modernas não são tão drásticas. A seguir, examinaremos as teorias ao redor de cada um dos estilos de aprendizagem e como identificar qual deles se adapta melhor a cada um e com isso podemos ajudá-los a estudar de uma maneira mais efetiva.
Uma das principais teorias dos estilos de aprendizagem é a teoria VARK (pelas suas siglas em inglês que se referem às palavras visual, auditive, reading e kinesthetic). A teoria VARK divide estudantes em quatro  categorias:
  1. Visual
  2. Auditiva
  3. Leitura/ Escrita
  4. Cinestésico

1) Visual:

Os estudantes com o estilo de aprendizagem visual não são bons com textos escritos mas podem assimilar bem imagens, gráficos, diagramas, vídeos e outros materiais de aprendizagem desse estilo. Os estudantes visuais também têm a tendência de desenhar o seu modo de pensamento como uma maneira de comunicar as suas ideias tanto a si mesmos como a dos outros.
Dicas: As aulas online ou vídeos são uma boa maneira de começar a estudar em casa. Use imagens para te ajudar a lembrar de certas ideias ou conceitos. Usar Mapas Mentais pode ser uma forma intuitiva para representar um fluxo de pensamento e o uso de Flashcards com imagens pode ser muito útil no estudo e memorização. 

2) Auditiva:

Este estudantes aprendem melhor quando ouvem seja uma vídeo aula ou quando escutam músicas para estudar. Esse tipo de aprendizagem também favorece  a fixação do conteúdo na sala de aula ou o aprendizado através de vídeo-aulas. Estes estudantes são geralmente mais lentos a ler do que os estudantes de outros estilos de aprendizagem; muitas vezes preferem ouvir em vez de tomar notas.
Dica: De todas os estilos talvez seja a que mais se ajusta ao modelo tradicional de estudo na sala de aula. E para render ainda mais em seus estudos fora de sala de aula esses alunos podem gravar as aulas para rever o conteúdo posteriormente ou complementar os estudos com vídeos disponíveis na internet. Uma dica também é incluir vídeos ou arquivos de voz as suas anotações.

3) Leitura/Escrita:

Estes estudantes aprendem melhor lendo ou escrevendo pois se sentem extremamente confortáveis com informações que são apresentadas num formato textual tais como listas, livros ou manuais. Eles costumam tomar notas palavra-por-palavra e aprendem melhor com professores que incluem muita informação nas frases que pronunciam. Quando apresentados com as informações visuais, eles  beneficiam transferindo a informação em texto, especialmente em listas.
DicaAlém de tomar notas na aula, a quantidade de recursos online disponíveis para aqueles que estão dispostos a ler/escrever é impressionante. Para deixar as suas anotações mais interessantes você pode incluir vídeos, links e imagens e deixá-las mais completas. 
Ler e reler as anotações notas dá uma vantagem significativa por que  ajuda com a recordação de conteúdo maís rápido.

4) Cinestésico:

Esse tipo de aprendizagem exige prática e movimento. Este tipo de estudante precisa de estimulo externo, caso contrário, pode perder interesse. O pensamento normalmente é amplo, fazem anotações de acordo com seu raciocínio e não normalmente o que o professor diz em sala de aula.
Dica: Sempre que seja possível, procure organizar as informações nem que seja a sua maneira, procure também exercitar o conhecimento, fazer exercícios faz com haja maior interesse pela matéria. Para estudar bem, deve-se criar um ambiente imersivo se for possível. 
Cada estudante pode combinar dois ou mais estilos mesmo que haja um predominante. O melhor é que sabendo as vantagens de cada um, o estudante pode, e deve explorar melhor cada uma delas.  Além disso, quando os estudantes têm uma compreensão mais clara de como querem receber a informação, o professor/leitor pode reagir em consequência. E quando tomamos em conta as preferências de aprendizagem para decidir o ambiente de aprendizagem, os estudantes se envolvem mais.
Fonte: https://www.goconqr.com/pt-BR/examtime/blog/estilos-de-aprendizagem/

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sete dicas para fechar o ano letivo

Antes de curtir o merecido descanso, aproveite o fim do ano para analisar as práticas pedagógicas, organizar os materiais e traçar metas para o futuro.

Por Bruno Mazzoco

O final do ano se aproxima e com ele vêm as tão aguardadas férias. Mas, para poder aproveitar ao máximo os momentos de descanso e lazer, recarregar as baterias e se preparar para o novo ciclo que virá, é importante encerrar o ano livre de pendências e com o sentimento de dever cumprido. Sugerimos a seguir sete dicas para você fechar o ano em paz em relação ao ambiente escolar, ao trabalho pedagógico e na dimensão pessoal.

Sete dicas para fechar o ano letivo
A primeira atitude a se tomar é organizar todos os materiais de trabalho. Verifique se você está em dia com as documentações a serem entregues para a direção da escola, como os diários de classe e outros relatórios que tenham sido solicitados.

Sete dicas para fechar o ano letivo
Desapegue da papelada: reserve ao menos um período para fazer a limpeza de armários e gavetas, analisando com cuidado o que dá para ser aproveitado e o que pode ser descartado. Ao mesmo tempo em que se livra de um monte de material sem maior utilidade, você pode fazer alguns "achados" úteis para o ano seguinte.

Sete dicas para fechar o ano letivo
Esse pode ser ainda um bom momento para organizar e atualizar os registros das atividades realizadas. Esses materiais dão uma visão geral sobre tudo o que foi trabalhado e abrem as portas para a nova etapa que vem a seguir.

Sete dicas para fechar o ano letivo
Em todas as esferas de nossa vida esse é um bom momento para fazermos a avaliação do ciclo que se encerra e traçarmos os objetivos para o novo ciclo que se inicia. As promessas de fim de ano que o digam! E na escola não é diferente. "O professor deve fazer uma autoavaliação, individual e em grupo, para já ter em mente o que deu certo e o que precisa ser melhorado no ano seguinte", diz Maura Barbosa, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac) e consultora da revista GESTÃO ESCOLAR. É importante analisar, por exemplo, quais foram os conteúdos mais bem trabalhados e as estratégias usadas, quais são os pontos que precisam ser melhorados, como foi o aproveitamento dos alunos e em que áreas você deve investir em atualização ou formação. Vale a pena fazer uma lista com todas essas informações para balizar o trabalho do ano seguinte.

Sete dicas para fechar o ano letivo
E se você já sabe para quais turmas irá lecionar no próximo ano letivo, uma boa dica é deixar algumas ideias anotadas sobre os conteúdos a serem trabalhados e como fazê-lo, com indicações para atualização de atividades e sequências didáticas. Assim, ao iniciar o planejamento no começo do ano, você já terá um bom ponto de partida.

Sete dicas para fechar o ano letivo
Tão importante quanto lidar com as questões objetivas é fazer uma análise pessoal das experiências vividas. Mas sem culpa ou cobranças, pois é tempo de curtir o que foi conquistado e revalidar metas e objetivos. "Esse é o momento de ressiginificar os acontecimentos do ano, mas sem tentar resolver o que ficou para trás. Avalie o que você queria e o que ainda quer conquistar, porque, às vezes, os planos mudam. O principal é se sentir bem com o que você viveu", destaca Denise Pará Diniz, coordenadora do Núcleo de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Sete dicas para fechar o ano letivo
E aí o negócio é descansar do jeito que achar melhor, de preferência buscando algo que saia da rotina. Planeje fazer coisas que te deem prazer, como viajar, ficar com os amigos e a família ou apenas dormir. Nada de pensar em trabalho, pois é hora de se dedicar plenamente ao ócio. Afinal, você merece!



Fonte: http://acervo.novaescola.org.br/formacao/especial-ferias-pronto-ferias-762515.shtml